Assisti Lost agora, o 8º capítulo da 3ª temporada. Foi incrível, gosto muito da série pois sempre existe uma questão que, embora imersa na fantasia, numa improbabilidade de ser real, poderia ser verdade partindo do principio de que não sabemos de nada do Universo, e por mais científicos que sejamos, sem acreditar em alma alguma, ou qualquer coisa ligada ao mundo espiritual, não conseguimos descobrir como apareceu do nada a matéria, como surgiu um átomo; talvez eu não saiba muito de física, mas acho que não existe resposta, simplesmente surgiu. "O universo surgiu de um estado inicial de temperatura e pressão extremamente elevadas, que resultou numa enorme compressão de energia, dando origem à grande explosão", essa teoria, ou msm as outras q a massa inicial de matéria seria fria e não quente, etc, sempre partem de um início que de qualquer maneira supõe um pré-inicio, ou então foi algo mais ou menos assim como uma história em quadrinhos desenhada por alguém (e alguém que também surgiu de algum lugar): um nada, escuro, ou claro, mas melhor escuro pois "claro" já não é um nada, há uma fonte de luz em algum lugar, me esqueci, então quadrinho preto; o alguém desenhista resolveu desenhar então uma bola de outra cor no meio do quadrinho (algo que emite luz então!). Ou seja, para quem vê o "produto" pronto, num instante nada, no seguinte tudo pronto, uma massa gigante q vai explodir, se dividir em pedaços e ficar permanentemente em expansão. Mas deixa isso pra lá, o q Lost tem a ver com tudo isso? É simplesmente que não sabemos de nada, e muito menos sobre o nosso destino, e sobre a existência, ou não, de um destino pré-determinado, o episódio questionava bastante isso.Não vou contar fatos que estraguem a surpresa dos que ainda não assistiram já que a versão em português ainda não está pronta, mas vamos dizer assim que comecei a me questionar de que maneira eu tenho controle do meu próprio destino. Se por um acaso ele já estaria traçado, e por isso algumas pessoas conseguem (?) adivinhar o futuro, e que tudo o que tentariamos mudar, como proposto em certo momento no seriado, o universo tentaria corrigir de alguma maneira, e nosso destino seria sempre cumprido. E se voltassemos no tempo para mudar? Talvez mudassemos as pequenas coisas, mas as "grandes" permaneceriam as mesmas... Pensando bem... Não poderia ser assim, pq ninguém pode julgar o que é grande e o que é pequeno, é a sociedade q termina decidindo isso, e se eu quero viver só o que é pequeno pra sempre? E se eu quiser ficar pra sempre dentro de uma lojinha num país distante, morando com a minha futura família numa casinha pequena e bonitinha, fazendo as coisas mais legais e menos valorizadas no mundo, só feliz de estar com eles? Minha vida teria sido traçada para isso, algo como "nao ter grandes acontecimentos" e ai eu aprendi a valorizar e até preferí-los? É, até pode ser, desisto de escrever sobre isso, não sei pensar em nada nesse sentido. Desisto de pensar numa idéia levantada por um seriado em que os roteiristas mandam buscar em determinado episódio as pistas para o futuro da narrativa (e nosso futuro tb já q ficção influencia nossa maneira de pensar a vida, o mistério, o q achamos q sabemos e o q não sabemos e nunca saberemos msm) e que encontramos nessa busca (encontraram, eu não exatamente) até msm uma mudança sutil em alguns frames, um piscar de olhos da moça na imagem de um cartaz em um plano (o da foto
aqui) :a brincadeira que se mistura à seriedade com que a gente pensa os fatos lá ocorridos (ou talvez não seja brincadeira, o detalhe mais "insignificante" pode ser a resolução de todos os problemas, a gente tende a desprezar o que nos foi denominado "pequeno" mesmo).
Alias... por falar em valores e nesse episódio de Lost, às vezes eu penso que prefiro nas pessoas, apesar de ser o menos valorizado, "bondade" a "inteligência determinada pela sociedade", na verdade "bondade com inteligência", mas inteligência relativa, acho que cada um tem para si um conceito de inteligencia que não tem como ser compartido, algo como cada pessoa ter distintos valores que determinam isso, quase uma impressão digital (que não tem nada de dedo na história mas td bem), particular, da idéia de cada um sobre o mundo. Aliás nesse conceito de inteligência ainda acho que a bondade pode estar incluída, sei lá, é estranho pensar em alguém inteligente e ruim, acho que não é inteligente, só tem facilidade pra determinadas coisas que a sociedade mandou chamar de inteligência. Mas que inutilidade essa discussão de conceitos, importa o que é ou não é, mas seres humanos são assim msm, precisam discutir conceitos. Bem, até tem certo sentido porque senão ninguém entenderia ninguém e poucas pessoas têm a paciência de entender o que algo significa para outra pessoa, por isso que uma arma daquela do Guia do Mochileiro seria fantástica (vc atira em alguém e essa pessoa adota o seu ponto de vista, mas permanecendo com a consciência própria, assim, passa a entender o pto de vista do "atirador"). Pena que a tecnologia que a gente desenvolve não costuma ser tão útil e trazer muita felicidade, mas apenas encanto imediato, surpresa com a capacidade do homem de fazer certas coisas inimagináveis, mesmo que não úteis demais (apesar de tudo agradeço o desenvolvimento da comunicação senão não teria conhecido ou mantido contato frequente com certas pessoas que foram ou são bastante importantes ainda pra mim ^^).
Bem, música: "Idioteque", do Radiohead (os caras que mais perto chegam dessa discussao esquisita aqui postada)
E valeu pelas pessoas que leram meu post anterior (e primeiro), foi legal conversar sobre!
E ah! Olha só! Descobri que clicando nessas imagens feias no meio do post você as vê com qualidade hahahha nem precisava do meu comentário do final do último post =P nem as inúmeras tentativas de tornar aquela foto bonita =P
3 comentários:
ahn...
digamos assim
vim bater meu cartão pra poder receber no fim do mês e vc não descontar a falta hoje =P
li todo o texto, juro que tentei entender... mas o cérebro n tah fazendo sinapses suficientes...¬¬"
Oi Dani! Isso é normal, seu cérebro fez todas as sinapses mas corretas, mas olha =P, quem mandou alguém em sã consciência:
1.escrever sobre um episódio que não pode comentar pra não estragar a surpresa de ninguém? E que inevitavelmente supõe algo de conhecimento prévio de tal episódio?
2. achar que pode escrever as frases mais longas do mundo e sem vírgulas, como vieram ao pensamento, tornando uma simples frase um verdadeiro enigma?
Facilito na próxima ;-) Talvez eu precise... hum... saber o q eu penso antes =P Ou então, deixar que a confusão permaneça no campo ficcional, sabe, sem transportá-la para o texto =P Mas vamos ver na próxima se tudo se torna mais claro =P E valeu pela sua dedicação em ler meu blog, olha só, o primeiro comentário é seu em 100% dos posts! =P
hum... pelo visto seu blog tah de folga, neh? carnaval e tal... =P
[só pentelhando pra dar sinal de vida, hehe
pode apagar esse coment se quiser]
bjoo
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